Emissão simultânea
Isto de andar a mudar de plataformas de blogues faz-me lembrar as bichas na estrada: A nossa é sempre a mais lenta. A não ser que mudemos para a faixa do lado pois nesse caso passará a ser essa, a nossa, a mais lenta de todas.
Assim sigo agora, mas ocupando as duas faixas de rodagem.
Mais um prego, que a casa não caiu
ainda do tempo em que era ‘poeta e pintor’
(depois alguém me disse que este desenho representava a cara de um coelho, e passei a pôr só vírgulas entre as palavras)
Oh “4809″, pá
Desculpa lá. Não sei se já tinhas reparado ali na coluna da direita, a da navegação e tal, e nos links que lá pus. Mas se aquilo serve para eu navegar então tenho de lá pôr aqueles que efectivamente uso. Espero que não consideres isto abuso da minha parte. Da minha parte e da dos outros 3497 que usam esta tua paragem de autocarro para apanharem a carreira para a blogosfera.
Mais uma nota para o manual do ex-fumador
[post de leitura não recomendada a leitores impressionáveis em geral, fumadores com vontade de o deixar de ser, e família próxima que (extraordinariamente) ainda dê credibilidade aquilo que me ouve dizer]
É curioso verificar que os males que se me notavam, na pele amarelenta, nos olhos baços, nessa postura mofenta e anémica que era eu, quando fumava, se limparam da minha superfície ainda nem chegados os quatro meses de abstinência.
Agora, sinto-os por dentro – esses males habitam neste momento algures nos subterrâneos deste desventurado corpo. Em vez de escorraçados, sinto-os afundaram-se – e alastrarem-se - ainda mais em mim. Não sou médico, mas algo me diz que as maleitas se enganaram no lado por onde deveriam estar a sair.
111 dias
Acabei de lhe perguntar se achava que deveria voltar a fumar. Disse-me que “Não. De maneira nenhuma”. Isto deve querer dizer que ou o meu casamento já se perdeu definitivamente, ou o meu aspecto, afinal, ainda aparenta ser mais grave do que eu julgava. Ou então – e inclino-me poeticamente para esta hipótese – tenho uma mulher que não mereço.
Nem o sexo a safa
Eu nunca tinha lido uma linha escrita por ela, e sei que para amostra isto é curto. Mas, que diabo, dá para ver a ideia (é só uma), o estilo e a forma como encafua as palavras. Eu não quero parecer presunçoso, mas, quanto a mim, a mulher escreve mal. Ou melhor, o que eu queria dizer era que, não escreve nem melhor nem pior que a generalidade das pessoas, simplesmente, num país culturalmente desenvolvido, nunca teria como profissão ser escritora.
[ já agora, já tinham ouvido falar do "Sol"? Jornal?, qual jornal?, estou a falar desta plataforma de blogues. Ora espreitem lá e vejam quem por lá mora ]
Olá, o meu nome é José
… mas pronto, podem tratar-me só por Zé
Poisé, Zé. Há pouco, acabado de publicar o post anterior, enfiei-me logo no reboliço do trânsito para ir buscar o Diogo ao rugby. Nada como uma boa esfregadela de stress ao fim do dia para nos pôr a pensar em coisas tão importantes como isto do nome que assinamos num sítio qualquer perdido na Internet. Pelo menos comigo dá/deu resultado. Ainda antes de ter mandado o taxista da frente pela segunda vez à … já eu tinha descoberto a assinatura que aqui usarei de hoje em diante. Como aquilo se arrastava em bichas intermináveis ainda tive tempo para matutar nas várias vantagens que justificaram a minha escolha, as quais, se não me falha a memória, estavam assim organizadas:
- Zé, é um nome tão trivial que não conheço mais ninguém que assine assim na blogosfera. Curiosamente acaba por ser essa vulgaridade que o torna afinal um nome original, e até distintivo, como aliás nos instila o soletrar do próprio nome: Zéee, quase aristocrático, diria.
- Depois, porque vai lindamente com o nome deste Blogue. De facto, Apenas mais um é o equivalente literário, em modo exclamativo, para Zé ninguém. Além disso, e digo-o sem qualquer pretensiosismo, devo preparar-me para a fama, para os dias de maior notoriedade em que o cidadão comum se surpreenderá por me ver ali a seu lado e deixará escapar um: Olha ali vai o Zé amais o seu blogue . Fica bem ou não fica ein?
- Finalmente, porque Zé tem esta particularidade de ser o meu nome verdadeiro, calcule-se, (ou melhor, a sua abreviatura), pelo que assim já não tenho de andar a gerir permanentemente as minhas mudanças de identidade, que isto da vida não é só andar a fazer login’s e a introduzir passwords em tudo o que é sítio por onde passamos.
Problemas com o Casting deste Blogue
Desnomeei-me, pronto. Ainda agora comecei e já nem nome tenho com que assinar. Quando há menos de uma semana para aqui me mudei logo vislumbrei essa excelente oportunidade que há tanto tempo persigo e que passa por aniquilar esse fantasma foleiro que dá pelo nome de “Eufigénio Lagoa”. Na verdade, esse tipo – ou pseudónimo, ou nickname, ou lá como agora se tratam estas personagens virtuais que vestimos quando aqui entramos – nasceu de um lamentável momento de maior impulsividade, que tão súbito ocorreu que nem sequer me permitiu corrigir o erro ortográfico que lhe interpôs um “u” no nome, nem tão pouco retroceder o suficiente para que inventasse algo mais sóbrio do que esse Eufigénio, que aqui é a minha infeliz sorte, que esta, a sorte, vem-me justamente desse desprezível nome. Pois que assim fiz então. Mudei-me e mudei de nome. Mas, o mesmo impulso, os mesmos erros. Bem que o tentei vestir, e aos primeiros post’s deste blogue ainda insisti em assinar com ele, mas quem é que me convencia que aquelas 3 siglas maiúsculas, coisa de homem sério com vozeirão tonitruante de discutir política, me assentava bem?! Naaa. Agora nem Eufigénio nem JNF, nada. Enquanto não encontrar coisa que me sirva, juro que não vou precipitar-me outra vez. Por agora fico dentro de umas chavetas quadradas e bem tapado com um ponto de interrogação até que me ocorra chamamento decente. Já nem é só pela dignidade, a minha e a do que escrevo que assim se vê sem pai certo, é também por uma questão médica: numa semana envergar três nomes diferentes é justo receio para um provável caso de esquizofrenia. Enquanto aguardo novo fato que me abrigue, por agora fico assim, um [?], ao v. dispor (é só chamar). Como? como o quê?
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