A p e n a s + 1

Aliás,

Publicado em Cogitações por Zé, em 3 Outubro, 2006

… viramos uma esquina em passo apressado, viajamos por um blogue, ou subitamente  damos por nós a despejar um sótão cheio das coisas que fomos em miúdo.

Aliás, por um inexplicável acaso, descobrimos algo que mexe connosco, que é até maior que nós – música que nos canta as lágrimas que não saem. As legendas?, essas podem ser estas, (só tu descobres coisas destas ), lidas de olhos cerrados, que não são fundamentais.

Aliás, nem a música é afinal assim tão especial. Aliás, tudo isto é um mero acaso, e um sótão, que se esvazia agora. E eu lá, o que despeja, o que se despeja. Aliás, estou aqui de passagem. Eu, o que não chora. Sou um homem seco ( … ) Aliás, estou cheio de pó, e deve ser do sótão. E preciso de músicas assim para me lavar … Aliás.

10 Respostas

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  1. TheOldMan said, on 3 Outubro, 2006 at 7:41 am

    Zé, parecem ás vezes insignificantes as coisas que criam em nós aquele tornado invertido, que se expande pelo peito e sai (não raras vezes) pela boca, pelos olhos, ou pelos dedos em forma de letra.

    Com tanta letra mesmo, é caso para dizer que para alguns homens o sentimento “é canja”.

    (Quanto ao pó, não te posso ajudar. Talvez algum inimigo te envie uma demonstradora da “Dolphin”).

    ;-)

  2. karla said, on 3 Outubro, 2006 at 10:05 am

    Vocês, tu e o JQ, nunca pensaram em fazer uma dupla, um dueto, qualquer coisa assim?
    Podes continuar a abrir baús, a sacudir o pó para cima de nós.
    Ainda bem que a minha jornada, hoje, começou por aqui.

  3. Jill said, on 3 Outubro, 2006 at 2:27 pm

    Lá por normalmente não se ver água à superfície não significa que não haja profusos mananciais no subsolo… que se mostram só de vez em quando. Assim. “Seco”? Pois sim. Para quem quiser acreditar nisso.

  4. maria arvore said, on 3 Outubro, 2006 at 2:39 pm

    Até o bacalhau seco, com o sal na pele, quando demolhado em “algo (…)que até é maior que nós”, amacia.

  5. Sirena said, on 3 Outubro, 2006 at 11:47 pm

    Yann Tiersen: fantástico!
    Eu, a que (já) não chora, “comptine d’un autre été”, afinal (arrepiada) também consigo sentir, também consigo ser maior.
    Aliás, só consigo sentir “tudo e de todas as maneiras”.
    Ó Zé, e para que são os olhos se “só se vê bem com o coração”.

  6. josé quintas said, on 4 Outubro, 2006 at 12:10 am

    olá, Zé. aquele piano tem mesmo um sabe-se-lá-o-quê que consegue tocar sabe-se-lá-onde. ainda bem que te tocou dessa maneira. tb parece ter tocado muitos frequentadores do youtube pois aquele vídeo amador já foi clicado 300.000 vezes, enquanto que vídeos profissionais de pop ou rap best-sellers é raro chegarem aos 100.000. ao que parece a fome de atmosferas mais intimistas é mais geral do que se pensa. não sei se interessa mas aquela música faz parte da banda sonora de um filme engraçado que passou há 3-4 anos por cá chamado o fabuloso destino de amélie ou qualquer coisa assim.

  7. catarina said, on 4 Outubro, 2006 at 12:21 am

    Só agora consegui perceber o que era. Oiço muitas vezes.

  8. João Ferreira Dias said, on 4 Outubro, 2006 at 12:17 pm

    vejo que veio para o wordpress, seja bem.-vindo(a)

  9. vanus said, on 4 Outubro, 2006 at 10:22 pm

    Aliás, é por isso que nos costumam dizer que não devemos virar as esquinas nem demasiado rente, nem demasiado depressa; podemos ser apanhados (normalmente somos).

  10. vague said, on 6 Outubro, 2006 at 3:53 pm

    (aperto na garganta, logo afastado com um sacudir de cabelos)


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