virtualidades
Poderia eu associar as minhas memórias numa rede de links? Conseguiria eu esculpir as pessoas que quero ter próximas em avatares desenhados por complexos sistemas de modelação gráfica? Saberia eu recordar-me de todos os lugares que foram importantes e depois coleccioná-los e conservá-los num endereço na Internet? Concederia eu mimetizar a minha vida num site ou num blog, com tempos, distâncias, até pessoas? Arriscaria eu representar num texto com rigor aquilo que sinto sem achar que assim me traio?
E se assim fosse … eu, de que lado ‘eu’ viveria?
do lado de dentro do Júlio de Matos, provavelmente.
bom dia clara