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	<title>Comentários em: das coisas da escrita</title>
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		<title>Por: Zé</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2617</link>
		<dc:creator>Zé</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Nov 2007 12:06:48 +0000</pubDate>
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		<description>pois eu não sei se concordo com a tua concordância Margarida. é verdade que em mim (presumo que em todos) a escrita será mais profícua em fases de maior interiorização, mas estas não correspondem necessariamente aos períodos em que converso e socializo menos com os outros ... acho que até será ao contrário. e também não sinto que esgote a escrita, embora certamente me repita e seja até muito espirialífico (enfim, por vezes até invento palavras) nos temas que gosto de escrever, mas isso não faz com que sinta que terei esgotado a escrita por repetição. o que aqui, lá em cima, no texto, pretendo dizer, é que de alguma forma considero traiçoeiro trazer as palavras que tivemos oportunidade de inventar e organizar no mundo da escrita (o diferido) para o mundo espontaneo da verbalização, onde os outros, de carne e osso, têm o direito de também poder interpretar os nossos repentes, as nossas hesitações, os gestos com que torcemos as mãos quando não encontramos a palavra certa, os nossos silencios atrapalhados, etc (muito mais do que aquilo que se reflecte das palavras, e muito mais ainda que aquilo que trazem somente as palavras quando escritas, sem voz), pois é tudo isto que fala quando verdadeiramente conversamos com os outros.

e tu amiga Catarina, percebeste agora tb o que eu queria dizer? ;) ... perdão, escrever?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>pois eu não sei se concordo com a tua concordância Margarida. é verdade que em mim (presumo que em todos) a escrita será mais profícua em fases de maior interiorização, mas estas não correspondem necessariamente aos períodos em que converso e socializo menos com os outros &#8230; acho que até será ao contrário. e também não sinto que esgote a escrita, embora certamente me repita e seja até muito espirialífico (enfim, por vezes até invento palavras) nos temas que gosto de escrever, mas isso não faz com que sinta que terei esgotado a escrita por repetição. o que aqui, lá em cima, no texto, pretendo dizer, é que de alguma forma considero traiçoeiro trazer as palavras que tivemos oportunidade de inventar e organizar no mundo da escrita (o diferido) para o mundo espontaneo da verbalização, onde os outros, de carne e osso, têm o direito de também poder interpretar os nossos repentes, as nossas hesitações, os gestos com que torcemos as mãos quando não encontramos a palavra certa, os nossos silencios atrapalhados, etc (muito mais do que aquilo que se reflecte das palavras, e muito mais ainda que aquilo que trazem somente as palavras quando escritas, sem voz), pois é tudo isto que fala quando verdadeiramente conversamos com os outros.</p>
<p>e tu amiga Catarina, percebeste agora tb o que eu queria dizer? ;) &#8230; perdão, escrever?</p>
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		<title>Por: Margarida</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2614</link>
		<dc:creator>Margarida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 10:52:27 +0000</pubDate>
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		<description>Olá

Acho que concordo...lembro-me de escrever muito mais quando não tinha com quem falar ou quem me compreendesse, pessoas a quem eu espelhava eco.... hoje escrevo muito pouco porque se escrevesse repetia o que já transmiti com o som das palavras e não tinha o feedback instantaneo que tive... que me satisfez.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá</p>
<p>Acho que concordo&#8230;lembro-me de escrever muito mais quando não tinha com quem falar ou quem me compreendesse, pessoas a quem eu espelhava eco&#8230;. hoje escrevo muito pouco porque se escrevesse repetia o que já transmiti com o som das palavras e não tinha o feedback instantaneo que tive&#8230; que me satisfez.</p>
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		<title>Por: Zé</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2611</link>
		<dc:creator>Zé</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 00:55:10 +0000</pubDate>
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		<description>e o que é que da minha escrita podes tomar por verdade duarte? é a escrita assim tanto d&#039;isso de olhos nos olhos? sei que sabes, melhor que eu, que a escrita é meia da verdade de quem a escreve e a outra metade da verdade de quem a interpreta. esse véu é o que basta aos tímidos. o outro o que serve aos ávidos. em nenhum dos casos, porque continuamos a ficar só pela metade, é preciso grande &quot;lata&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e o que é que da minha escrita podes tomar por verdade duarte? é a escrita assim tanto d&#8217;isso de olhos nos olhos? sei que sabes, melhor que eu, que a escrita é meia da verdade de quem a escreve e a outra metade da verdade de quem a interpreta. esse véu é o que basta aos tímidos. o outro o que serve aos ávidos. em nenhum dos casos, porque continuamos a ficar só pela metade, é preciso grande &#8220;lata&#8221;</p>
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		<title>Por: Zé</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2610</link>
		<dc:creator>Zé</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 00:48:35 +0000</pubDate>
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		<description>catarina 1. não falo da citação escrita, falo da citação quando supostamente devenmos apenas usar a espontaneidade, assim se espera

catarina 2. &quot;... a escrita é a linguagem dos timidos e dos AVIDOS&quot; onde se incluem aqueles que por natureza precisam de comunicar. e mais aqueles que por natureza comunicam para alem de todas as formas e seria um desperdício que assim não o fizessem. e nestes se incluem, vamos lá, para não personalizar,algumas catarinas.

catarina 3. (é que estás mesmo. mas pronto, concordo contigo, nesse (nisso do) véu da escrita)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>catarina 1. não falo da citação escrita, falo da citação quando supostamente devenmos apenas usar a espontaneidade, assim se espera</p>
<p>catarina 2. &#8220;&#8230; a escrita é a linguagem dos timidos e dos AVIDOS&#8221; onde se incluem aqueles que por natureza precisam de comunicar. e mais aqueles que por natureza comunicam para alem de todas as formas e seria um desperdício que assim não o fizessem. e nestes se incluem, vamos lá, para não personalizar,algumas catarinas.</p>
<p>catarina 3. (é que estás mesmo. mas pronto, concordo contigo, nesse (nisso do) véu da escrita)</p>
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		<title>Por: Duarte</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2608</link>
		<dc:creator>Duarte</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 23:52:22 +0000</pubDate>
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		<description>mas ficarás menos exposto com a escrita do que com o ruído instantâneo? não creio. quantas vezes posso ler o que escreves e entrar na interpretação microscópica. grita-me ou escreve-me, com qual mais me atinges?
sento-me à tua frente e procuro o que escreves-te, não me lembro do que disseste.
para escrever e mostrar, é preciso muita &quot;lata&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>mas ficarás menos exposto com a escrita do que com o ruído instantâneo? não creio. quantas vezes posso ler o que escreves e entrar na interpretação microscópica. grita-me ou escreve-me, com qual mais me atinges?<br />
sento-me à tua frente e procuro o que escreves-te, não me lembro do que disseste.<br />
para escrever e mostrar, é preciso muita &#8220;lata&#8221;&#8230;</p>
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		<title>Por: catarina</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2607</link>
		<dc:creator>catarina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 19:30:50 +0000</pubDate>
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		<description>(ah - eu hoje tou chata -e aquela parte do &quot;não se diz&quot;, não tem que ser forçosamente por timidez. Pode ser por recato, decoro, porque dizendo alto torna-nos absolutamente ridículos aos nossos próprios olhos. Nós não somos gajos de dizer essas merdas alto, pá. Mas escrever, ok, tá-se.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>(ah &#8211; eu hoje tou chata -e aquela parte do &#8220;não se diz&#8221;, não tem que ser forçosamente por timidez. Pode ser por recato, decoro, porque dizendo alto torna-nos absolutamente ridículos aos nossos próprios olhos. Nós não somos gajos de dizer essas merdas alto, pá. Mas escrever, ok, tá-se.</p>
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		<title>Por: catarina</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2606</link>
		<dc:creator>catarina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 19:27:26 +0000</pubDate>
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		<description>e agora a parte da tua auto-citação. Sim. E não. Tens toda a razão. Mas os comunicadores puros que prezam o ruído etc e tal, também podem querer escrever. Não é só a comunicação dos tímidos. É *outra* comunicação. Outro tipo. Outra loiça. Olha, é mesmo outra loiça. É como se, em vez de usares os pratos de todos os dias no tabuleiro a fazer zapping e com os pés em cima da mesa e os talheres desirmanados, com um guardanapo de papel, quisesses sacar os cristais e os linhos (é memo imagem de gaja, benza-me Deus!) e as pratas do armário lá do alto. Não condizem com o tabuleiro, tazaber? Mas queres usar à mesma. Então, escreves. Há coisas que um gajo, pura e simplesmente, não diz. Não diz. Não se diz. Não faz parte da comunicação oral. Mas pode escrever.
E mais. Só consegue - agora falo por mim - ser verdadeiramente cristalino na escrita, se for em texto. Em post, artigo, o que quiseres chamar. Quanto mais para a geral, mais para dentro, mais focalizado no destinatário, seja ele quem for. É por isso (também, ou principalmente) a razão porque temos blogues intimistas (que nome abichanado, mas é o que é).</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>e agora a parte da tua auto-citação. Sim. E não. Tens toda a razão. Mas os comunicadores puros que prezam o ruído etc e tal, também podem querer escrever. Não é só a comunicação dos tímidos. É *outra* comunicação. Outro tipo. Outra loiça. Olha, é mesmo outra loiça. É como se, em vez de usares os pratos de todos os dias no tabuleiro a fazer zapping e com os pés em cima da mesa e os talheres desirmanados, com um guardanapo de papel, quisesses sacar os cristais e os linhos (é memo imagem de gaja, benza-me Deus!) e as pratas do armário lá do alto. Não condizem com o tabuleiro, tazaber? Mas queres usar à mesma. Então, escreves. Há coisas que um gajo, pura e simplesmente, não diz. Não diz. Não se diz. Não faz parte da comunicação oral. Mas pode escrever.<br />
E mais. Só consegue &#8211; agora falo por mim &#8211; ser verdadeiramente cristalino na escrita, se for em texto. Em post, artigo, o que quiseres chamar. Quanto mais para a geral, mais para dentro, mais focalizado no destinatário, seja ele quem for. É por isso (também, ou principalmente) a razão porque temos blogues intimistas (que nome abichanado, mas é o que é).</p>
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		<title>Por: catarina</title>
		<link>http://apenasmaisum.wordpress.com/2007/11/27/das-coisas-da-escrita/#comment-2605</link>
		<dc:creator>catarina</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 19:12:18 +0000</pubDate>
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		<description>Bah! Estou farta de fazer isso, essa tal que chamas &quot;soberba&quot; (&quot;ora perái que eu já escrevi sobre isso, momento que já aqui pasto o link&quot;). Mas qual soberba, criatura? É espírito prático, mais naquela &quot;se eu já escrevi sobre isto, escuso de me repetir&quot;. Ou não é?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bah! Estou farta de fazer isso, essa tal que chamas &#8220;soberba&#8221; (&#8220;ora perái que eu já escrevi sobre isso, momento que já aqui pasto o link&#8221;). Mas qual soberba, criatura? É espírito prático, mais naquela &#8220;se eu já escrevi sobre isto, escuso de me repetir&#8221;. Ou não é?</p>
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