A p e n a s + 1

Posted in Aproximações by Zé on 26 Fevereiro, 2008

festarola.jpg

e sim,

Posted in Irritações, Justificações, apenas mais um by Zé on 21 Fevereiro, 2008

tenho humores muito variáveis

o-mesmo-de-sempre.jpg

universos paralelos

Posted in Conversações, Irritações, Navegações by Zé on 20 Fevereiro, 2008

Aqui não há coluna de links, não há medidores de visitas e não há ‘zingromés’ que permitam detectar links provindos de outros sítios, pelo que não se alveja qualquer tipo de reconhecimento e reciprocidade com outros espaços da blogosfera. Aqui os comentários, (sendo sempre simpáticos), já são escassos e a edição de textos/post’s é intempestiva, desinteressada, e não obedece a nenhuma métrica a que me sujeite. Aqui sou só eu e a vontade de escrever(me), quando esta, (cada vez mais escassamente), aparece. Agradeço por isso não sejam feitos juízos sobre estilos organizados da escrita, tácticas de audiências, intenções de reconhecimento público ou ’blogosférico’, bem como qualquer outro tipo de entendimento que especule para além da interpretação daquilo que aqui deixo. Ou melhor, façam-no, se assim o entenderem, que isso pouco me importará.

Nota: Quando comecei por aqui – irá um destes dias fazer 4 anos - abri um blog que emitia diariamente e que era razoavelmente visitado colhendo disso uma interessante estatística de popularidade e um número apreciável de comentários. Uns anos depois fechei-o, e vim para o campo, para esta casa sossegada onde desaguo numa escrita tranquila, despreocupada e presumo muito pouco interactiva (com excepção de 2 ou 3 pessoas/blogs bem identificados). Aconselho por isso que juízos de valor sobre ruídos daqui provindos sejam então remetidos para a morada anterior, cita algures na cidade das vozes.

lárálálá, passa a outro e não ao mesmo

Posted in Conversações, Navegações, Replicações by Zé on 18 Fevereiro, 2008

(Que contradição: um blog tão respeitável que não resiste aos sudokus internéticos.) Mas pronto, nem que só por mera amizade, e alguma confessa admiração, segue resposta ao indómito homem das petições:

Sorvo a alma boleada pelo paladar cósmico da infindável vaidade com que me admiro nas inefáveis palavras riscadas neste palanque

Não tenho links para passar a bola: ocludi-me* em tempos e vivo agora ermitado *, pelo que o palavreado terá de ficar por aqui.

* ainda assim, a estas 12 palavras (supostamente, segundo as regras do desafio, as da minha preferência), acrescentaria as 13ªs que tanto invento a contento e que tantas vezes me permitem suprir o meu mendigado vocabulário

esta(rá) feito

Posted in Aproximações, Conversações by Zé on 15 Fevereiro, 2008

  

8 de março

sabem teclar com os pés?

mas também se escreve

Posted in Anotações, Conversações by Zé on 14 Fevereiro, 2008

… para se esconder o que se escreve

um véu,

Posted in Anotações, Circunflexões by Zé on 14 Fevereiro, 2008

a escrita é um véu por detrás do qual arriscamos dizer aquilo que normalmente calamos. Uma película invisível que inventamos para melhor falarmos connosco, nessa estranha forma que é sentarmo-nos na beira de um caminho desfolhado de palavras, a sós, mas secretamente desejando sentir-nos observados sob o olhar compadecido dos outros que fingimos não saber que nos lêem. Porquê os outros? Porque a escrita é um véu que usamos para confessionário das coisas com que não sabemos lidar. Ou só vaidade. E ambas reclamam d’ouvintes.

falta-me título que (me) sirva

Posted in Anotações, Lamentações by Zé on 14 Fevereiro, 2008

Às vezes dói-me muito escrever. Outras, quedo-me calado com um sorriso idiota. Acho que a minha vida é isto assim, esse entre o extremo da sensibilidade e a ausência de emoções. Navego sem meio-termo.

Às vezes, quando penso nisto, esta oscilação que sou entre o bruto e o disparatado, lamento por aqueles que vivem nas vizinhanças de mim.

o homem com voz de castelo

Posted in Pulsações, Revisitações, devaneios by Zé on 14 Fevereiro, 2008

10 anos quase, e continuo sem preencher o espaço que a sua voz ocupava em mim. A princípio era dor apenas, mas tão ardente que não sobrava discernimento para perceber que ele tinha levado consigo, irreparavelmente, algo de mim. Depois a sua ausência, com os dias que se sucedem aos dias, foi-se atenuando. Com o passar dos tempos aprendi a saber viver com ela, sem ele, ou melhor, com ele ausente. Não estava era preparado para lidar com essa caverna que ficou cavada em mim. Um espaço estranho, soturno, desabitado, que agora carrego comigo inutilmente. Como se um lugar da minha personalidade que subitamente se tivesse emudecido, um lugar dentro de mim onde me habituara a encontrar com ele, onde se me treinou a vida, e onde de forma tão sublime ele me foi mostrando com o seu exemplo a perseverança, a ética e o amor-próprio. Esse mesmo lugar que depois de ele partir se transformou num ringue abandonado. Não fiquei um homem absolutamente mau, nada disso. Sei que tenho coisas boas, e outras que evoluem já só por inércia das coisas que com ele aprendi, mas há muitas coisas de mim com que nunca saberei lidar sozinho. Presumo que alguns de nós se terão resignado a crescer lutando sozinhos com todas as partes de si mesmo, mas eu tive a sorte de poder ter tido um treinador para me ensinar algumas partes do que sou hoje. Um treinador que partiu antes do fim do treino. E fiquei interrompido.

A verdade é que somos preparados para perder e substituir afectos, mas ninguém nos precaveu para a perda insuprível de alguém que ocupa tão verdadeiramente parte de nós que nada do que nos possamos orgulhar tem sentido se não lhe pudermos dizer, e se não lhe pudermos dizer quase nada do que façamos nos fará ter orgulho. Terá sido essa parte talvez, essa que me deveria fazer com que me conseguisse admirar, que terá ficado por adestrar? A ausência não mata. Mas há vozes que nos são tão próximas que precisamos de as escutar para nos percebermos melhor a nós mesmos. E essas, quando se calam, matam para sempre uma parte de nós, a parte com que através delas nos contemplávamos.

dling-dlong

Posted in Circunflexões, Lamentações, devaneios by Zé on 7 Fevereiro, 2008

Há dois tempos na minha vida – um que me puxa para dentro, o outro que me desfia por fora. O primeiro é circunspecto, diligente e envergonha-se do segundo. Este outro irradia de ansiedade, é vaidoso e insaciável e investe contínua e espalhafatosamente contra o primeiro. Destas que são guerras dentro de mim tudo se resolve em ímpetos, ruidosamente, com coisas do agora ou nunca. Dos combates que eles travam, conforme as vitórias que ostentam, assim resulto um homem mais ou menos sóbrio e controlado.

Mas depois descubro aos poucos que há ainda na minha personalidade mais ritmos que se me apegam: algo que não é na verdade exactamente meu, mas que de algum modo é a batuta, o diapasão do tempo que em mim meço – falo do ‘tempo’ daqueles que me vêem de fora. Em rigor este ritmo também se divide em dois tempos, conforme os olhos que olham o que em mim conhecem: são os ‘tempos’ dos que acham que em mim vive o bom-senso de um homem remediado e os que me asseveram que eu retrocedo selvaticamente a uma fase infantil onde nada se me agarra e nada se me importa. Afinal, dos outros chegam-me os mesmos tempos que em mim, agora encarados por fora.

E ficando eu assim, sem conselho apto deles, e de mim sem instinto que me resolva a natureza, lá sigo caminho, a fingir-me um só.