Mas que se lixe a casa e falemos sim do que é deveras importante
Do futebol. Do futebol cada vez me afasto mais. Até no seu consumo, a partir do sofá, me fui progressivamente alheando, cedendo por fim essa nesga de televisão a que ainda me devotava a outros interesses da família. Sem televisão não há futebol, e disso quase arrisco fazer uma verdade universal, se bem que sobretudo portuguesa.
Portanto, quando me proponho ir ao estádio numa agreste noite chuvosa flanqueado por baldes gotejantes de cerveja agitada por turbas alarves de normandos e me entrego sem reservas a esses tontos rituais urbanos e me despendo de novo em gritarias esgazeadas e me associo ao vozeiral colectivo dos impropérios tribais e me sujeito até às mezinhas das danças acenadas de lá do cima da bancada, aquilo que verdadeiramente me revolta …
… repito, aquilo que me revolta, é terem-me oferecido bilhetes estragados!
PS: levei o meu mais velho; são jogos destes que lhes fortalecem o carácter
[...] vezes lemos por aí textos que são verdadeiras matrioskas de acerto. Desde o reconhecimento de já não haver bola sem tv ao [...]