ruído a mais
E vou ficando à escuta enquanto a consciência me vai caindo cá dentro até lhe ouvir o baque surdo com que a pressinto estatelar-se no fundo da minha compreensão. Gosto de a sentir calada mesmo quando ao negar-lhe explicações concludentes a acabo por martirizar assim. Há provavelmente quem não saiba, mas os barulhos esganiçados raramente revelam níveis aceitáveis de honradez – as virtudes nada têm para alardear. E por isso irei até supor que apunhalar a nossa consciência, desde que de forma silenciosa, poderá, contraditoriamente, parecer um acto de razoável dignidade.
sem ter percebido patavina da potencial codificação, digo que é um naco de texto que me agradou!
ah! li algures que é dia de festa!!! entãoaí vai uma bejeca! :)
abç
eu também não percebi grande coisa Carlos Gil, mas também me deu um certo gozo deitá-lo cá para fora (ao texto), sempre é menos um (naco) a atrapalhar.
é, parece que é. também descobri isso hoje, nesse mesmo algures suponho.
abr
tal & qual ;)
devo ser eu que sou anormal, uma vez que não era para perceber, mas por acaso percebi. ou pelo menos fez-me bastante sentido. mau sinal, eu sei.
é a vida…
não Micas, isso só revela inteligência
obg. volte.
um bjn amigo
Esta resposta é também para si:
Infelizmente vejo-me forçado a vir escrever aqui de novo. E apenas porque sinto dentro de mim uma revolta pelo egoismo e falta de solidariedade de tanta gente. Pior, pela forma como gostam de manifestar esse egoismo e essa falta de solidariedade. Como se isso fosse algo que desse estatuto a estas pessoas, o despreso, a indiferença, o estar-se nas tintas para o sofrimento das crianças. Sim, porque o que é chocante não é sequer estas pessoas simplesmente não ajudarem, é o acharem piroso ajudar, acharem piroso por um link da UNICEF no site, acharem que quem se preocupa com a fome e a pobresa é porque se quer superiorizar moralmente, dar nas vistas e incutir nos outros sentimentos de culpa. Admito que não queiram ajudar o vosso semelhante, que se estejam nas tintas, que gastem o que tem em centenas de presentinhos para meninos a quem não falta nada (a não ser talvez o terem visto um gesto de solidariedade desinteressada de um pai ou de uma mãe), admito isso tudo, o que me custa mais a engulir é esta ostentação da indiferença e do despreso aqui propagandeado como se fosse um traço de personalidade maravilhoso. Por favor parem com esta conversa nojenta e deixem-me sossegar.
O comentário anterior é meu.
sossegue então, sente-se para aqui e sossegue