A p e n a s + 1

em incursão

Posted in Navegações, alucinações by Zé on 30 Abril, 2009

… pelo livro das caras.

Mas já volto.

dos meus pequenos heróis

Posted in Aproximações, Navegações by Zé on 28 Abril, 2009

As coisas grandes …

1

 

 

 

 

 

2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3

 

 

 

 

 

 

 

 

4

 

 

 

 

 

 

 

 

5

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

7

 

 

 

 

 

 

 

 

 

8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

9

 

 

 

 

 

 

 

 

 

10

 

 

 

 

 

 

 

 

 

12

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

… são as que estão dentro de nós

não há nada de muito interessante…

Posted in Anotações, Ilustrações by Zé on 27 Abril, 2009

… nisto da vida, para além da satisfação que poderemos cultivar dentro de nós.

2009abr4

Zé (c) 2009, mouse sobre paintbrush

a propósito da gripe suína

Posted in Cogitações, Irritações by Zé on 27 Abril, 2009

Alguém ainda se lembra da gripe das aves, a tal apocalíptica pandemia que se não levasse à extinção da humanidade pelo menos tornaria pouco provável isto de nós andarmos por aqui nesta conversa vivinhos da silva?

Estou curioso para saber qual o lab. farmacêutico quem irá desta feita descobrir a vacina.

Posted in Exclamações by Zé on 25 Abril, 2009

cravos

e lá vai mais um

Posted in Anotações, Replicações by Zé on 24 Abril, 2009

Há muito que deixei de seguir e interagir na blogosfera. Falar sobre ela, interligar outros textos que não aqueles que me dão um (inexplicável) gozo aqui publicar, parece-me agora pretensioso e um assunto pífio – como se sugerisse, à falta de matéria para aqui deixar, que fossem ler outros textos, como se cada um de vós precisasse do meu aconselhamento para os seus percursos de leitura. Depois porque a própria blogosfera, enquanto plataforma da minha leitura – que já o foi até de forma quase exclusiva - deixou de me interessar tanto e não é já de todo, na sua generalidade, algo que se recomende. A maior parte dos blogues pessoais que seguia, alguns de surpreendente qualidade, foram-se cansando da escrita. Em sua substituição proliferam espaços ruidosos de conversação, espécie de aviários onde os seus autores se autosublinham e  onde até as rotinas e a preferência dos almoços é matéria de publicação. Existiam também, em fase de maior efervescência do meu interesse, alguns blogues colectivos que acompanhava também. Eram zonas criativas, sítios bons, pujantes, de forte interacção e onde a pluralidade dos seus autores se fazia sentir numa miríade de temas e de estilos da escrita. Também estes espaços eclécticos se foram mirrando de ideias até se transformarem hoje, quase sem excepção, em zonas onde se agregam pretensos jornalistas e alguns aspirantes a políticos sedentos de protagonismo de onde grasnam insistentemente sobre as mesmas coisas, reproduzem até à exaustão as sopeirices da vida política e se interlinkam numa espécie de gueto intelectual que se extasia e ignora a ralé anónima e ávida que pretendem os vá seguindo.

 

Para além de uma indisfarçável susceptibilidade que não renego terá hoje acordado comigo há contudo uma razão mais concreta para este irado intróito: o meu desanimado lamento por ver mais um blogue, dos quase nenhuns, da blogosfera que ainda visito, falecer-se. Constatar o eclipse de mais um dos já tão poucos espaços de leitura que aqui preservo é quase como ouvir a chave dar a segunda volta no trinco de uma porta que já estava fechada.

A origem das espécies” era um espaço informado, de grande pluralidade de temas e que tinha no seu autor, o Francisco José Viegas, alguém com uma escrita cuidada, agradável e serena e que teve sempre a elevação de se manter afastado desse chilreio de egos agastados que pululam por essa blogosfera fora.

Tenho pena. Resta-me aguardar que, tal como já acontecido em situações anteriores, (e contrariando o George Steiner de que cita: we have no more beginnings)  o seu autor volte a trazer-se de novo até nós, num outro gaveto deste planeta virtual.

quero uma casa ao pé das cegonhas, com despertador

Posted in Navegações by Zé on 23 Abril, 2009

barrancos2007

escribas

Posted in Irritações, alucinações by Zé on 21 Abril, 2009

cranioProduzo palavras à velocidade da luz, mas são tantas e de tal forma emaranhadas que nem tempo tenho para as destrançar, dar-lhes forma física e trazê-las para aqui. Mas já fiz um molde do sítio onde as guardei. Falta-me agora raspar-lhe os restos do cerebelo que ainda lhe estão agarrados (para não feder) e limpá-las dos cabelos que já se sabe acabarão sempre por fazer novelos em redor delas e depois, numa última fase, ainda retirarei meticulosamente com uma pinça todos os sinais da minha privacidade que porventura se tenham escondido por baixo dos pés das letras. É preciso que todas as palavras fiquem escrupulosamente limpas e perceptíveis, pois são elas que me envaidecem. E então sim, pespego-as todas aqui, jorros de palavras que o leitor poderá entreter-se a organizar. Vivam as palavras. Abaixo os crânios que as encarceram. Venha o texto. Fora a imagética que o imita. Morte às ideias. Escriba-se.

por entre o silêncio das bulhas

Posted in Aproximações, PostoMaton's by Zé on 20 Abril, 2009

Sei que estão outra vez à pancada porque ouço os sons abafados lá no quarto. Não os interrompo. Não se trata de violência pura mas de brincadeira entre rapazes, coisa de ir libertando algumas hormonas. Ainda me lembro bem dessa incontrolável necessidade de esvaziar a adrenalina depois de um dia inteiro fechado em casa, por isso não os suspendo, pelo menos por enquanto. E eles sabem que eu não intercedo. Temos implícita a regra de que só o farei se um deles chamar por mim. O Diogo tem menos 3 anos que o irmão e por isso é justo que lhe dê a primazia de acabar com aquilo se assim precisar. Ele sabe da regra - ambos sabem que basta um “oh paiiii” – mas quase nunca o faz.

Há mais uma norma porém: não podem destruir a casa. E de facto, neste momento, pelos estrondos que ressoam na parede, receio que parte dela já esteja a vir abaixo. Levanto-me e entro de rompante pelo quarto adentro e claro, dou com o Francisco por cima do Diogo, agora levantando-se como uma mola. O Diogo não, que quase inerte, vai-se recompondo devagarinho, ajudado pelo irmão. Eu fico ali quieto, fitando-os. Ninguém fala. O Francisco suspende-se atrapalhado e caem lágrimas pela cara do Diogo. Mas o Diogo não chora. Se chorasse, de imediato eu teria acorrido para pôr termo àquilo. Conheço essa teimosia orgulhosa de não ceder na luta mesmo quando o irmão mais velho já começa a infligir a dor. Nessa forma de, não me chamando, mesmo que chore, nunca se dar por vencido na bulha. Eu também raramente aceitaria a humilhação de chamar pelo meu pai.

O Diogo seca agora as lágrimas com a palma da mão, mas não chora. Continua calado. Ainda não chamou pelo fim da bulha. Fico por instantes a olhá-los fixamente para que assim os aquiete, mas sem proferir qualquer palavra. Aceno reprovadoramente para o cenário revirado do quarto e preparo-me para sair. O Diogo não me chamou e por mais que me apeteça não devo intervir. Olho para as suas lágrimas silenciosas e percebo que a mim não me compete impedi-lo disso mesmo. Viro as costas e saio – importa sobretudo que eu o desinvada. Também eu fui segundo e sei quanto ele precisa desse orgulho para ir ganhando algumas batalhas ao irmão.

com um ponto no fim

Posted in Pulsações, devaneios by Zé on 20 Abril, 2009

Não ter rasto no que foi

Nem trajectória por diante

E entre as memórias e os sonhos

Não ser mais que um ponto

Sem corpo, sem volume

Para guardar a vontade.

 

E ir indo

De cada vez, em cada dobra

Aprimorando pontos no final dos parágrafos

Como quem – lânguido - mutila ocasiões.

 

Depois de novo, só instante

Sem rasto nem trajectória

Fazer-me de mais um ponto aqui,

Esse outro ali …

 

Ser só isto

.