5 anos de emissão
É muita palavra junta, é muita alarvidade gritada, são muitas janelas escancaradas e demasiado tempo para tanto desmazelo do ego e contudo, ainda que neste espaço já quase moribundo, vou insistindo nesta rotina de me contradizer.
Pois que sirva este momento para deixar mais umas:
O mensageiro
Foi-se me a carne. Resumo-me a uma banca de escrita onde faço assentar as minhas ossadas depuradas da atrapalhação das emoções. Cresce-me o espírito e arriba-se a escrita, cuidada e asséptica, quase aritmética – a caneta volteia nas minhas falanges com uma habilidade treinada. E escrevinho coisas que vão já para além de mim, das minhas hesitações. Aperfeiçoo-as. Aperfeiçoo-me, quase até ao impossível que a escrita permite. E contudo, descarnadas, descarnado, já não há quem escute.
5 anos. É, então, suposto deixar aqui os parabéns e votos de felicidades. :)
Beijos
Já viste Ana, qualquer dia sem darmos por isso lá vai ele a caminho da tropa, caladinho e ausente é certo, mas ainda assim …
hum …
hum nada, cinco, cinco!
Vou escutando.
Ainda tenho ouvidos para uns tempos :)
“Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá ”
;)
um abraço Zé.
outro Lyra
Claro que há sempre quem escute (embora alguns, com um certo atraso), Zé.
;-)
Mas tanto isso como a duração da estadia, começarão lentamente a perder todo o significado.
Vais ver!…
Abraço
confirmo. aliás, nunca tiveram grande significado aqui, só que agora esse significado está ainda mais poeirento.
Gostei do seu blog, parabéns!
Muito bom o texto!
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