Monthly Archives: Novembro 2006

Isto não é um post, é uma msg privada (portanto também não conta)

Olha, sobre estas tuas fraquezas *, sugiro-te que vás ler o fim do comentário do post (que, note-se, nem chega a ser post) aqui debaixo. É como digo: vacilas.

* e ainda por cima como blog masculino? mas então este não era um blog a dar para o amaricado?


na, na, na … este também não vale *

Não tinha nenhum sentido

que um blog que sempre se manteve umbilical alheio aos egos da blogosfera que não o do seu autor, que nunca bojardou serviu de palco às fisgadas de fel que tantas vezes se avistam a cruzar o hiperespaço da blogosfera com destinos cinicamente determinados,

fosse agora, na hora da despedida, ceder à publicação de um post jocoso sobre o que outros proferiram (mesmo se o que os outros proferissem fosse uma inacreditável e hilariante afirmação do género “eu que praticamente criei a blogosfera“).

Não, claro que não tem de ser assim. Fiquemos mesmo por aqui, neste sossegado sepulcro, e deixemos essas lides para quem fica por aí a (hiper)estrebuchar.

* Ah, e este não conta como post, como é evidente. Apenas aqui está porque pretende justificar a retirada de um post que aqui tinha acabado de ser publicado, post esse que também não era um post uma vez que se tratava de um anexo contendo exemplo figurativo ao post adenda (e que por isso também não contava como post) do post que anuncia o fim do blog, esse sim, o último post, como aliás deve ser.


Um post de carácter quase porno-bocageano, para servir de adenda às despedidas que lanço em baixo – as quais, diga-se, já ninguém leva a sério – onde são notórios alguns trejeitos reaccionários exaltados pela visão floribéllica da nação

Qual espaço alternativo e diarístico, quais blogosfera terror dos políticos e da sua comunicação social do são-todos-a-mesma-cambada, isto não passa mas é de um cantinho onde o pessoal vem “comparar pilinhas”. Exactamente, comparar pilinhas. Só que aqui não é preciso ser um garanhão para baixar as calças – qualquer portador de 2 centímetros de coisa também o pode fazer, se a vergonha lhe for pouca. Desta blogosférica virtude, a única sublimável afinal, sobrevém o vómito. Esta miséria nauseabunda do populismo desenfreado, da voracidade com que os medíocres e até medianos defendem o mesmo tom de voz daqueles que o têm por vocação, capacidade e treinamento, esta imagem pungente das (tantas) pilinhas mancas, é disso que se enche este sítio-sem-porteiro onde todos podemos escrever, e isso tão idêntico – à desordem, ao egoísmo, ao inconsequente, ao deseducado, ao nivelado por baixo – Portugal de hoje. Para pilinhas mancas basta-me a minha. E mesmo dessa, se há coisa que não escolho fazer é ficar aqui a ver, do lado de fora, a sua falta de tesão.

Adeus, adeus, adeus.

Nota: para a posteridade. Que fique ressalvado que esta não é a variação n.º 8 do anúncio do fim, posto que apenas aqui é introduzida como intento que se apensa ao post anterior, esse sim lavrado com salvas de canhão.


Fim (variação nº 7)

dicionario_dos_o.JPG

que me sobra esta vaidade, ainda suficiente,

para não mais querer parecer vaidoso


(à espera de título)

Post-post-scriptum: qualquer um dos dois comentários sugerem títulos muito acertados, mas acabo por me inclinar pela visão do fotógrafo. Fica este:

“Em qual dos lados estamos presos?” 

dublingaol.JPG


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