Monthly Archives: Maio 2007

’tá bem, e eu depois é que tenho mau feitio

Bill, já viste o que diz um ‘blog com tomates’ depois de eleito?:

 “…Daí que não continuo a corrente, o gaspacho morre aqui.”

O gaspacho ah ah ah

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(en) fados

Duas notícias:

  • Esta na rádio, no noticiário estremunhado das 8 da manhã: Portugal é o 9º país mais seguro do mundo, e pronto, está dito, que interessa isso e tal.
  • Esta também, e depois replicada no das 9h, e certamente nos jornais que ainda não li, e se calhar também a passar nos rodapés dos noticiários televisivos de logo à noite: Em Portugal as empresas gastam 3 vezes mais do seu tempo para pagar impostos que no resto da Europa, e quem sabe não dará mesmo origem a uma mesa de comentadores no horário nobre.

Somos assim, nós os tugas, sempre a valorizar-nos, sempre a vermos o lado bom da vida. Confesso que começo a ficar fartinho desta depressão colectiva, (antes a minha).

Deixo aqui um poema de Ruy Belo para nos ajudar a cultivar a verdadeira depressão atitude lusa:

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para que conste nos registos históricos

Este blog(ger)

não

faz greve

 

* post editado durante o intervalo para almoço


e digo mais,

um gajo que aos 44 anos vê a mulher ser convidada para modelo – passar umas roupitas com um peremptório convite assim no tem de ser ela que não quero cá rapariguinhas sem graça, é ser modelo, ainda que temporária e espontaneamente, ou não é? – não poderá nunca ser um deprimido !

(neste é melhor fechar os comentários )


hormonas, ‘after-shave’ e conselhos a mais

Chego estremunhado ainda do acordar e já ele se apropriou da casa de banho. Mas não há territórios cá em casa, nem nunca houve, e entro também, simplesmente. Ele não está a lavar os dentes com o económico pingo de pasta de dentes do costume, e também não se entretém a tirar cirurgicamente as ramelas da noite como costuma fazer com cada um dos polegares. Na verdade não se trata de nenhum dos volteios forçados da higiene infantil que servem apenas para satisfazer a contabilidade das recomendações paternas. Contudo, a actividade em que se concentra é-me tão familiar que ao princípio nem lhe acho estranheza. É já só quando lhe dou um encosto para lhe disputar a beira do lavatório, ao vê-lo reflectido no espelho, que me apercebo então do que se ocupa. A única coisa que me ocorre é que a lâmina que está a usar é minha.

À surpresa ainda a sustenho, à incontrolável vaidade quase a encubro, mas já às progenitoras recomendações não as consigo amordaçar: … e que não deve usar a minha máquina, que há o problema dos contágios, das dermatoses, uma chatice depois. Naturalmente, ele pouco acata. Acima de tudo está embaraçado, assim a sentir-se minuciosamente observado nesta lide que o traz neófito e que o chama para coisas que ainda lhe são estranhas, e que assim, comigo ali espreitando de sorriso babado pelos cantos da boca, ainda mais lhe expõe a incontrolada e acelerada puberdade com que agora se tem de haver todos os dias. Dou comigo sendo ele, há muito tempo atrás, e procuro perceber-me na situação, embaraçado de ver espiolhados os meus cuidados com os primeiros pêlos, e já a receber conselhos. Logo me irrito neste exercício de me ver do outro lado, e lamento este impulso de pai conselheiro que se liberta ingovernavelmente de mim.

Cauto agora, procuro sair dali da forma mais subtil que me é possível fechando atrás de mim a porta da casa de banho, suavemente, como se pudesse assim apagar vestígios da minha inconveniente e desajeitada presença. Afinal, há coisas mais importantes do que os problemas superficiais da pele … Mas, mais uma vez, retorna incontrolável o macho orgulhoso de o ver chegar ao ‘clube’, e de lá do fundo do corredor ainda grito: “usa o aftershave que está aí do lado esquerdo”. E assim incontinente ainda ensaiava mais uma recomendação: “e faz sempre a barba de cima para baixo, no sentido dos pêlos”, mas já esta fui a tempo de a arrepanhar na garganta.

Há coisas que nunca se aprenderão mesmo que alguém insista em as encomendar. Além disso, e por mais insinuador que se arrisque um pai – este aqui – nestas fulgurantes passadas da puberdade a que vai assistindo nos seus rapazes, é bom que se lembre de algo que em tempos não precisou que o seu pai lhe recordasse: nunca ninguém, por mais que tente, ensinará alguém nas rotinas de ser homem.


viva, estou deprimido!! hurraaa

E segue extracto de conversa escutada pela fresta de uma porta de consultório *

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darfur? mas isso fica onde?

Pois


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