Monthly Archives: Agosto 2007

está a chover, lárálá

e hoje é feriado mas eu estou a trabalhar !

está a chover, lárálá

mas eu não estou de férias e isto não as vem estragar !


desculparão o dislate. é que nesta minha lamentável condição um homem tem de encontrar algo que o possa reconfortar, mesmo que seja devido a um clima avariado, mesmo que seja por um sentimento de inveja que lhe vem de dentro de si e do qual até não se deva orgulhar.


a medicina da dor

Acabo de saber que faleceu um colega meu. Mais uma vítima dessa besta que tem levado tanta gente à minha volta. Já alastrado quando diagnosticado, previa-se desde logo situação fatal. Impressionou-me a sua atitude durante uma boa parte da doença, e ganhei-lhe ainda mais respeito. Mas o inevitável aconteceu e fui testemunhando a degradação física no último mês em que a doença lhe arrancava aos puxões as últimas réstias de vida. Depois o seu espírito foi entubado, a sua vontade enganada com morfina, e o seu corpo ignobilmente preservado a oxigénio.

E assim, este homem que tão honradamente se preocupou em fechar a sua vida com gáudio e com atitude generosa e exemplar para com os sentimentos dos outros foi condenado, nos últimos dias, por uma medicina medieval, a trocar a sua dignidade e serenidade por uma dor absurda, e a trocar a morte que tinha preparado por um processo cruel de agonia, até à última gota de humanidade.

A vós, os próximos: Quero que saibam que, se …
… só preciso que saibam apenas isto, assim como o conto.


uma questão de imaginação talvez

ou então se calhar é porque um se lembra de postar uma coisa importante, o outro até acha bem, e aqueloutro que era primo do amigo daquele que achava bem também acha e por acaso como também tem um blog, e pronto, hoje isto, e amanhã logo falamos todos daquilo …

mas afinal, quem era o Miguel Torga?


virtualidades

Poderia eu associar as minhas memórias numa rede de links? Conseguiria eu esculpir as pessoas que quero ter próximas em avatares desenhados por complexos sistemas de modelação gráfica? Saberia eu recordar-me de todos os lugares que foram importantes e depois coleccioná-los e conservá-los num endereço na Internet? Concederia eu mimetizar a minha vida num site ou num blog, com tempos, distâncias, até pessoas? Arriscaria eu representar num texto com rigor aquilo que sinto sem achar que assim me traio?

E se assim fosse … eu, de que lado ‘eu’ viveria?


%d bloggers like this: