o trânsito das nossas vidas

É a seguir ao jantar que mais estranhamos – sem nada que nos interrompa, sem os contentamentos gargalhados que costumam escapar-se do quarto ao fundo, sem birras nem arribações – a noite a fazer-se tão longa. Acostumámo-nos a usar apenas metade do tempo só para nós dois. A outra metade, agora vazia, espera a volta deles. Quando partem para férias deixam-nos como Lisboa em Agosto, a princípio sossegados, depois estranhamente vazios, já quase sem vivalma, atrapalhados por não saber o que fazer com a falta do trânsito.

É nestas alturas que me apercebo que um destes dias, quando eles partirem, teremos de reaprender a viver.

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