Monthly Archives: Fevereiro 2008

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e sim,

tenho humores muito variáveis

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universos paralelos

Aqui não há coluna de links, não há medidores de visitas e não há ‘zingromés’ que permitam detectar links provindos de outros sítios, pelo que não se alveja qualquer tipo de reconhecimento e reciprocidade com outros espaços da blogosfera. Aqui os comentários, (sendo sempre simpáticos), já são escassos e a edição de textos/post’s é intempestiva, desinteressada, e não obedece a nenhuma métrica a que me sujeite. Aqui sou só eu e a vontade de escrever(me), quando esta, (cada vez mais escassamente), aparece. Agradeço por isso não sejam feitos juízos sobre estilos organizados da escrita, tácticas de audiências, intenções de reconhecimento público ou ‘blogosférico’, bem como qualquer outro tipo de entendimento que especule para além da interpretação daquilo que aqui deixo. Ou melhor, façam-no, se assim o entenderem, que isso pouco me importará.

Nota: Quando comecei por aqui – irá um destes dias fazer 4 anos – abri um blog que emitia diariamente e que era razoavelmente visitado colhendo disso uma interessante estatística de popularidade e um número apreciável de comentários. Uns anos depois fechei-o, e vim para o campo, para esta casa sossegada onde desaguo numa escrita tranquila, despreocupada e presumo muito pouco interactiva (com excepção de 2 ou 3 pessoas/blogs bem identificados). Aconselho por isso que juízos de valor sobre ruídos daqui provindos sejam então remetidos para a morada anterior, cita algures na cidade das vozes.


lárálálá, passa a outro e não ao mesmo

(Que contradição: um blog tão respeitável que não resiste aos sudokus internéticos.) Mas pronto, nem que só por mera amizade, e alguma confessa admiração, segue resposta ao indómito homem das petições:

Sorvo a alma boleada pelo paladar cósmico da infindável vaidade com que me admiro nas inefáveis palavras riscadas neste palanque

Não tenho links para passar a bola: ocludi-me* em tempos e vivo agora ermitado *, pelo que o palavreado terá de ficar por aqui.

* ainda assim, a estas 12 palavras (supostamente, segundo as regras do desafio, as da minha preferência), acrescentaria as 13ªs que tanto invento a contento e que tantas vezes me permitem suprir o meu mendigado vocabulário


esta(rá) feito

  

8 de março

sabem teclar com os pés?


mas também se escreve

… para se esconder o que se escreve


um véu,

a escrita é um véu por detrás do qual arriscamos dizer aquilo que normalmente calamos. Uma película invisível que inventamos para melhor falarmos connosco, nessa estranha forma que é sentarmo-nos na beira de um caminho desfolhado de palavras, a sós, mas secretamente desejando sentir-nos observados sob o olhar compadecido dos outros que fingimos não saber que nos lêem. Porquê os outros? Porque a escrita é um véu que usamos para confessionário das coisas com que não sabemos lidar. Ou só vaidade. E ambas reclamam d’ouvintes.


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