ao largo de Gibraltar, mar gruesa

vagalhao

Esta foto tem um intuito: recordar-me para deixar registada nesta ‘gaveta’ a noite que se lhe seguiu. Aqui, ao fim do dia, o mar já crescia, as vagas eram engrossadas e empurradas pelo vento de barlavento, esse mesmo levante que nos levava para fora do mediterrâneo, já em caminho de regresso, passando para além das colunas de hércules e que assim nos ia mergulhando numa noite que se prolongaria por mais de 12 horas de tempestade, com picos de quase 50 nós, a mais intensa que – e já vão quase 20 anos de med. – apanhei até hoje. Bela vela, bela embarcação, bela tripulação, belos momentos que um dia, quem sabe, quando voltar a sofrer do furor da escrita, aqui deixarei guardados.

É difícil falar do mar, este mar assim que nos entra para dentro. Mas mais difícil é deixá-lo calado.

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