há coisas que já estão escritas

Aqui o mar. E lá, para onde quero ir. E mar, também, enquanto vou. Que se folgue nos portos quando o mar é longo, mas que cada um sirva apenas a pausa do partir. Devia ser assim a vida, sem tanto ficar, que estes portos onde nos deixámos ficar, quais marinheiros apeados, atracados, não foram feitos para isso, que ali, aqui, era para chegar e partir. E se for preciso que nos mintamos alarvemente, que fique a fiança de lá um dia voltarmos, talvez até por lá acabar, que se lavre tal promessa em cada ancoradouro, mas agora partir, assim, sem ter de ser mais nada, nem ir nem ficar, sem ser verdade ou mentira, apenas caminho de abrir no mar.

… apenas não estão datadas.

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