o homem (s)em si

Um para aqui, outra para ali, aquele para acolá e eis que inesperadamente me encontro sozinho numa manhã de fim-de-semana. Percebo pela estranheza com que o sinto que não é algo que seja frequente. Quase como se de súbito tivesse aterrado numa sala de espera tendo um estranho por companhia com quem me atrapalho a procurar conversa. Apercebo-me então que algures perdi os hábitos de estar sozinho. O que devia ser natural torna-se um momento inóspito. Sinto-me desajeitado, como se convocar-me para aqui estar neste momento fosse quase uma intenção artificial. E aflijo-me.

Saber estar sozinho é a qualidade com que nos habitamos, esse território só nosso que nos devia ser impedido desbaratar. E é além do mais uma reserva básica de sobrevivência que devíamos saber conservar.

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