Monthly Archives: Dezembro 2011

porque o desejo só habita no que ainda está para vir,

nesse futuro que será sempre o lugar onde nos poderemos surpreender,

nada do que se deseja poderá ser por isso mentira ou impossível.

 

E por isso desejo-vos um ano de 2012 pleno de oportunidades de trabalho,

prenhe de mistérios

e de sótãos para reconstruir


natais e coisas que passaram

Este ano foi duro e áspero. Morreu-me mais um dos amigos de dentro, desses que são tanto de nós que não têm quem os substitua. E vai mais um caramba, e já são tantos. E  dei-me em magoar muita gente, não gente qualquer, mas justamente dos que quero mais próximos. E o físico, esse encarquilhou-se-me, prematuramente. Neste balanço são até secundárias as maleitas que agora partilho com o resto d0s portugueses e que tão bem senti na pele e no ordenado, porque nestas alturas em que vamos a contas sempre achei que as questões materiais serão as menos importantes.

Mas no meio disto tudo dou-me a concluir que foi um ano importante na minha vida. Que seja por isso, que pior que fazer mal é nada fazer e não sentir é nem ser.

Venha de lá esse natal, com os meus votos de aconchego para todos!


‘roupa velha’

Raramente, mas ainda acontecendo algures nesta blogosfera, vão brotando por entre os achaques políticos e o importantíssimo anúncio dos primeiros glu-glu-glus da criancinha alguns textos de uma enorme qualidade literária. Pena é que o amigo JPT, dos melhores que conheço a escrever ‘a sério’, não se tente mais vezes.


breve nota para um futuro manual de bricolagem

Evitar partir ao pontapé o tabuado arrancado, sobretudo se este tiver vindo com as cavilhas ainda agarradas.

E agora vou só ali levar uma vacina contra o tétano e já volto.


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