Monthly Archives: Janeiro 2012

voltou

Num tempo em que sentia vagar e estímulo para detalhar com rigor os meus achares deixava aqui o meu triste carpir pela despedida do melhor humor da net (ou deveria dizer dos blogs, pois foi aí que o conheci e esse é o seu berço).

Depois voltei a redescobri-lo nesta nova era dos facebooks e lá me encostei no seguir daquele fabuloso humor. Mas o coaxar daquele meio, a rapidez vertiginosa dos disparates que correm enquanto se conta o que se comeu ao pequeno-almoço, aquela sopa de egos em balbúrdia salpicados com as sempre melhores músicas do youtube, levou-me a abandonar esses tempos modernos e assim, qual homem das cavernas, resumir-me a habitar esta vida real e a estabelecer as minhas redes com os meus amigos de carne e osso. E assim, acabei por lhe perder o rasto de novo.

Mas agora voltou!,  … e foi à prensa e internacionalizou-se!

Mas  depois vejo melhor o que está no site, por baixo da imagem, correm siglas: facebooks, twiters, google+ …, volto a ler o mail com mais atenção: afinal apenas uma imagem como porta de entrada para esses mundos. Afinal ainda não é desta que vou voltar a ser um indefectível seguidor, com muita pena minha, coisa de idade que já não me deixa ir para além dos blogs e sites, diria.  Afinal não voltou, foi seguindo!

Mas recomendo a todos os que são munidos dessa mais apta capacidade intelectual de suportar o ruído das redes sociais que levem a sério a minha sugestão! Eu, eu vou ali comprar o livro e passar os dedos pelo papel, e ir parando, a demorar-me entre cada página, a rir-me, a partilhar com os miúdos, com uma música de fundo que não muda de 10 em 10 segundos ao ritmo do youtube.

Parabéns José Nunes. Não preciso desejar sorte ao projecto pois isso é coisa que os dotados não precisam.

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2012

Mais uma dobra no tempo … E esta quase urgência de lhe deixarmos marcas, como se fosse possível algum dia voltarmos para trás através delas.

Tantos anos e continuamos ávidos de emendar o que já fomos, sem perceber como assim esvaziamos o mistério do que ainda estaremos para ser. Que parca festa esta a de celebrar o futuro – desejá-lo – como se o quiséssemos apenas para nele retocar o passado.

Bom ano! Que continuemos assim, entre a pena de enterrar o passado e o temor de pisar o futuro… e uma taça de champanhe, tchim tchim e que seja então assim, um Bom ano!


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