Monthly Archives: Fevereiro 2012

Alice

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o lobo e um miúdo – um final que não tem fim

Em todos os aniversários que festejou entre os 8 e os 12 anos o meu filho Francisco trocou a pista de automóveis, o jogo para a playstation e todas as geringonças habituais, por uma quota anual que subsidiava o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico. Com isso deu-me uma enorme lição de vida e aproximou-me desta associação que desempenha um papel exemplar.

Essa quota representava figurativamente a ‘adopção’ de um lobo que ele tomava como seu. Escolheu o Prado, o alfa da alcateia:

Ontem recebemos a seguinte notícia sobre ele:

Caros Pais Adoptivos,

É com muita tristeza e mágoa que o informamos que o lobo que adoptou, o Prado, morreu no passado mês de Dezembro.

O Prado nasceu no Centro de Recuperação do Lobo Ibérico em 1996, filho de Manchas e Clarinha. Viveu a maior parte da sua vida em alcateia e em 2003, com a morte do seu irmão mais velho, tornou-se alfa. No entanto, nos últimos anos da sua vida, após a morte da sua companheira Murta, optou por ser um lobo solitário.

Devido à sua idade avançada, 15 anos, já sabíamos que esta situação poderia ocorrer. No entanto, foi com muita tristeza que encarámos esta morte. A necrópsia efectuada revelou problemas cardíacos e renais para os quais não havia uma solução viável para um animal desta idade.

Sabemos que a nossa missão persiste e que é necessário continuar a desmistificar as histórias do “lobo mau” e a oferecer as melhores condições aos lobos que habitam o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico. Assim sendo, propomos a transferência da adopção do Prado para um dos mais recentes membros do Centro (o Lobito), sem que para tal seja necessário qualquer pagamento suplementar.

CENTRO DE RECUPERAÇÃO DO LOBO IBÉRICO

Quinta da Murta _ Picao_ 2665-150 Gradil _ PORTUGAL

Tel/Fax: 261785037 Telemovel: 917532312 E-mail: globo@fc.ul.pt

E sublinho a morada. Se um miúdo de 8 anos é capaz de o compreender e de o fazer, sem blá-blá-blás, certamente haverá também em nós essa ‘capacidade de adopção’. Ou será que não?


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