do nem querer ser não ser

Mesmo assim, meio torto e velho, nem sou feio – mas não esse tão belo. E há qualidades em mim, que as há, mas tantas debilidades juntas também, nesse caldo do que sou, que – não, não há forma de me depurar numa qualquer espécie de criatura perfeita.

É certo que poderia tentar. Açaimava alguns defeitos e aos poucos transmudava-me para uma alma de pronto-a-vestir, coisa de vinco irrepreensível e humores afáveis.

Sim, provavelmente alcançaria ser mais belo e melhor, quem sabe até sem estas horriveis dores lombares que tanto me afligem. Mas, (e sempre este defeito, apenas mais um, de me interrogar com coisas de menor importância), com que morfina amansaria a dignidade deste aqui, deste que sou?

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