da infância de um povo

Dantes davam-se ícones ao Povo, valores que (n)os ocupassem, que lhes atenuassem os sacrifícios e os desviassem das malvadezas da vida. Esta última semana, a forma como todo um povo enlutou um homem do futebol, reclamando-o celestial, injuriando quem lhe apontasse outras marcas (fraquezas) que não o pontapé divino e sucumbindo-se na mágoa como se lhes tivesse finado o mais próximo dos parentes, vem provar que há uma inquebrável herança do passado que, apesar da democrática berraria e esbracejar que nos habituámos a derramar, ainda não nos despiu a pele. E, enquanto tal, continuamos abstrusos cordeiros, já não de alguns guardadores do rebanho, mas de nós mesmos, enquanto rebanho mugente.

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