o muro não caiu, o muro não cairá

Em tempos deixei registo de um episódio de infância num blogue colectivo que partilhava esse tipo de nostalgias amealhadas nos Olivais. Logo saltaram a terreiro amigos mais incrédulos, querendo desmantelar-me as memórias que ali averbei: que tão pouco o muro, o adamastor dessas recordações, que nem tal edificação alguma vez existira.

Pois aqui deixo prova video – ao minuto 11:29, no prédio em primeiro plano, do seu lado direito, luminosamente branco e enorme, como enorme foi a minha façanha, eis o dito muro – essa empena existia, existe e existirá sempre, mesmo para além da história a que quiseram estorvar a verdade.

Que vos sirva de lição, que nunca mais atentem contra as recordações de uma criança sobrevividas à exaustão do tempo. Posso perder o tino do que fiz ontem ou não lembrar do que amanhã me compromete, mas no meu vasilhame da infância ninguém toca.

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