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Saltitamos por todo o lado. Por todo o lado brotam viagens maravilhosas que documentamos raivosamente com fotos e links. É agora aqui, e esbracejamos, que já depois será ali, de um algures de onde arremessamos mensagens e acenos ruidosos aos familiares e amigos, como se não o poder dizer fosse quase não ter feito acontecer. Os nossos corpos giram à velocidade da luz, irrequietos, sôfregos, como se tivessem medo de parar, como se estar parado fosse cada vez mais um local tenebroso que não sabemos habitar. Um sítio onde não está mais ninguém para além de nós. Um local, por isso, indizível.
Saltitamos por todo o lado, mas cada vez viajamos menos.
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