Category Archives: alucinações

Lado B

A poucos importará, mas importa ao que aqui escreve registar este pequeno detalhe.

Mudei o nome para ZeB. Ainda pensei em ZeII, mas pareceu-me afectadamente aristocrático.

E o Zé, versão B, tem um tom mais digital, vai melhor com o espumoso das coisas que hoje se escrevem e do efémero que saltita à frente da nossa linha de vida.

Por falar em versão B, vou ter de voltar a escrever tudo de novo.

Tudo!

 


a ver se me sinto melhor agora

Se eu apanho o filho da puta que anda há dois meses a gozar comigo e que ainda tem a cobardia de se esconder atrás da lua, juro que lhe vou aos fagotes!


a aliança e a chave

Lamento, caro leitor, que tenha chegado até aqui, para nada.

Acontece que por vezes também uso isto como um bloco de notas para apontar ideias sobre as quais mais tarde quero escrevinhar. Antes disto dos blogs, (o que no meu caso remonta para trás de 2004),  já fazia isto nas costas dos talões de multibanco e nas embalagens de açúcar. Torna-se por isso muito mais legítimo, com a memória a distrair-se em cada esquina do tempo e a internet tão em cima de nós, que o faça agora aqui, neste registo de ajuda mnésica.

Fim do Post

A epifania de um tipo enrolado em papel azul que descobre que tem consigo apenas uma aliança e uma chave. O resto haverás de te lembrar Zé …


com ou sem clientela este estabelecimento não encerra nem aos domingos

Hoje este blog registou duas visitas e ainda assim não lhe consigo pôr de vez o ferrolho. O que me sustém? Simples curiosidade do que ainda por aqui irei lavrar, ou já só mesmo pelo que resta daquele estranho prazer de nos sentirmos lidos, esse que ainda derrama dos tempos férteis que traziam aqui mais de um milhar de leitores a cada dia de escrevinhanço.

Na verdade é dificíl estimar porque este número moribundo de leitores ainda me retém. Há certamente um misto de afecto. Afinal somos já apenas eu e ele. Mesmo que ele seja um russo anónimo trazido ao engano por um motor de busca à procura da melhor receita para uma Borshch. Mas ele está por aí e isso basta para que sinta para com ele a obrigação de permanecer.

Além disso, confesso, este espaço ainda me apraz. D’antes era um sítio onde se podia fazer estardalhaço, quando nada mais havia para (e)levar as vozes anónimas e vaidosas como a minha. Hoje, tão poucos anos volvidos é, curiosamente, quase o contrário: um espaço de saboroso silêncio no meio do alvoroço das redes sociais. Um sítio onde posso navegar por passados contados lentamente, porque lenta foi também a forma como os escrevi.

Mas há sobretudo uma razão capital para manter este espaço de portas escancaradas, mesmo já quando nenhum outro visitante aqui vier, mesmo aí. Porque haverá sempre um último instinto que me impedirá de o fechar. Porque fechá-lo não significa apenas impedir alguém de entrar, mas também, e sobretudo, impedir alguém de sair. E isso é algo que hei-de sentir sempre aqui, quando mergulho em onze anos de escrita. Porque mesmo quando os indicadores de visita baterem no zero, ambos sabemos que haverá ainda alguém – que não vem na estatística nem na estática do blog – e que um dia poderá querer partir.


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