Category Archives: Cogitações

a angústia

não advém do vazio, mas da falta de um espaço onde possa pousar.


do fúnebre

Hoje fui a um enterro onde não estariam mais que uma dúzia de pessoas. E nisso deitei-me a achar que por mais monástica ou rancorosa que tenha sido tal vida ninguém mereceria tão pronunciado desprezo na sua despedida final.

Olho-me de fora. Já decidi, quando morrer não quero funeral. Ou então que o façam, que pouco me importa, mas falem baixinho para eu não saber quantos são.


ando cá com uma vontadinha …

de recolocar este post * com que reiniciei este despautério de palavras quando cheguei a este gaveto ,

… só que agora será para o voltar a fechar!

ou então não, que bastava só aludir a esta parte:  “… fui aos poucos descobrindo que, se as palavras nos contam, também sobre nós mentem. Que, se as palavras sossegam, também nos desassossegam. Que, se as palavras nos impelem para ainda mais dentro de nós, assim mesmo também nos podem asfixiar. Que, se as palavras nos serenam, afinal também nos podem enfastiar profundamente … E disso, de me ver assim menos que as palavras, hei-de fugir sempre, saltitando recomeços, uma e outra vez, tantas quantas forem necessárias para apagar indícios do que sei que não sou, do que sei que não sou apenas”

Enfim, nada de novo, portanto.


por diante

corto maltese


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