Monthly Archives: Agosto 2007

desta idade palerma que teima em desarrumar os significados da minha vida

A lealdade é muitas vezes uma afeição idiota que nos empurra para o lado de quem não tem razão. Nestas circunstâncias é até frequente deixar-nos um travo acre, desses a quererem lembrar-nos que afinal nem estamos vestidos de orgulho. Sei bem do que falo: acabo de o experimentar.

E a vida é um novelo com tantas pontas caramba!

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vou indo

mas levo o albúm de fotografias para desfolhar
e este aqui também,
e o portátil

… bom, na verdade não percebo porque anuncio que vou indo
mas sei que (oh bendita sorte), estou mesmo a ir

oléééééééééeeeeeeee !!!


um dia escrevi isto:

da distância da morte 

São mais cavadas as saudades daqueles a quem já não podemos mais tocar, (mesmo que ainda ontem o tenhamos feito), do que as que sentimos por aqueles que sabemos poder sempre voltar a ver, (ainda que porventura isso possa nunca acontecer).

O que torna a ausência mais difícil de suportar não é a distância que a afasta, nem o tempo em que perdura, mas sim o sabê-la insuperável.

e é tão verdade


delicioso

ilu_75_moon.jpg

vale a pena ir ver o resto no fabuloso espaço do Raim


está a chover, lárálá

e hoje é feriado mas eu estou a trabalhar !

está a chover, lárálá

mas eu não estou de férias e isto não as vem estragar !


desculparão o dislate. é que nesta minha lamentável condição um homem tem de encontrar algo que o possa reconfortar, mesmo que seja devido a um clima avariado, mesmo que seja por um sentimento de inveja que lhe vem de dentro de si e do qual até não se deva orgulhar.


a medicina da dor

Acabo de saber que faleceu um colega meu. Mais uma vítima dessa besta que tem levado tanta gente à minha volta. Já alastrado quando diagnosticado, previa-se desde logo situação fatal. Impressionou-me a sua atitude durante uma boa parte da doença, e ganhei-lhe ainda mais respeito. Mas o inevitável aconteceu e fui testemunhando a degradação física no último mês em que a doença lhe arrancava aos puxões as últimas réstias de vida. Depois o seu espírito foi entubado, a sua vontade enganada com morfina, e o seu corpo ignobilmente preservado a oxigénio.

E assim, este homem que tão honradamente se preocupou em fechar a sua vida com gáudio e com atitude generosa e exemplar para com os sentimentos dos outros foi condenado, nos últimos dias, por uma medicina medieval, a trocar a sua dignidade e serenidade por uma dor absurda, e a trocar a morte que tinha preparado por um processo cruel de agonia, até à última gota de humanidade.

A vós, os próximos: Quero que saibam que, se …
… só preciso que saibam apenas isto, assim como o conto.


uma questão de imaginação talvez

ou então se calhar é porque um se lembra de postar uma coisa importante, o outro até acha bem, e aqueloutro que era primo do amigo daquele que achava bem também acha e por acaso como também tem um blog, e pronto, hoje isto, e amanhã logo falamos todos daquilo …

mas afinal, quem era o Miguel Torga?


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